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Culto a Shakti
Culto a Shakti


A tradição Sri Vidya Tantra se dedica à adoração da Devi, sob a forma da Deusa LalitaTripurasundari, considerada a grande Deusa (Mahadevi). Se tornou muito forte no sul da Índia, pelo menos dese o sétimo século, e hoje, é a forma predominante do Shaktismo praticado nos estados do Sul da Índia como Andhra Pradesh, Karnataka, Kerala, Tamil Nadu e Tamil do Sri Lanka.

A família da Deusa Sri (Lakshmi) da escola Srikula, ao contrário da tradição Kalikula, outra escola do Shaktismo, incorpora a tradição bramânica (linha mestra da tradição hindu que estabelece regras extremamente puritanas e o tradicional sistema de castas), é mais forte no Sul da Índia.

O sistema Srividya é a escola mais conhecida da tradição Srikula, "um dos movimentos teologicamente mais influentes e sofisticados do Tantrismo Shakta.

Seu principal emblema é o Sri Chakra a mais famosa imagem de todas as tradições tântricas hindus.

Sua literatura e prática é, talvez, a mais sistemática de que qualquer outra seita Shakta.

Srividya percebe a Deusa na forma benevolente (saumya) e bela (saundarya), em contraste à percepção da Deusa Kali e Durga como “terrível (ugra) e horripilante (ghora)” na escola Kalikula.

No entanto, cada aspecto da Deusa - maligno ou benigno - é identificado como Lalita.

O Sri Chakra é cultuado como a forma sutil de Lalita, quer como um diagrama bidimensional (por vezes construído, temporariamente, como parte do culto ritual; ou como uma gravura permanente em metal), ou em forma piramidal em três dimensões conhecido como Sri Meru.

Não é raro encontrar um Sri Chakra ou um Sri Meru em templos do sul da Índia, porque – como os atuais praticantes afirmam - não existe qualquer dúvida se esta é a mais elevada forma da Devi, e que 6 algumas das práticas podem ser feitas abertamente.

Mas o que você vê nos templos não é o culto do srichakra que você vê quando feito privadamente. As tradições (paramparas) do Srividya podem ser ainda subdivididas em duas correntes, a Kaula (vamamarga, prática heterodoxa) e a Samaya (dakshinamarga, prática ortodoxa). A escola Kaula ou Kaulachara "apareceu como um sistema ritual coerente", no século oitavo, na Índia central, e seu maior proponente é o filósofo Bhaskararaya do século 18, que é considerado "o maior expoente da filosofia Shakta".

O sistema Samaya ou Samayacharya com raízes nas obras de Lakshmidhara um comentador do século 16, que foi "um feroz defensor do puritanismo na reforma das práticas Tântricas de maneira a harmonizá-la com as normas da alta casta dos brâmanes".

Muitos praticantes do Samaya, na realidade, não se consideram Shaktas ou tântricos, contudo, Brooks argumenta que, tecnicamente, em seu culto ambas ainda persistem, “apesar da rejeição dos Samayins."

Fora dos círculos brâmanicos, as linhagens do Kaula permanecem vivas e fortes – entretanto seus praticantes geralmente preferem o culto privado, como diz um ditado hindu, "Quando em público, é um Vaishnava. Quando entre amigos, é uma Shaiva. Mas, em privado, sempre é um Shakta."

Tradução e Pesquisas Wikipedia .

Wal Nunes




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