Studio Integral SP

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Certificação Internacional Yoga Alliance USA

Diário de Prática
Diário de Prática

03-12-2015

Diário de Práticas durante minha viagem a Índia.


Para muitos professores aqui, as histórias contadas nos livros não é de fato o que realmente se passou e o que dificulta um pouco o aprendizado sobre a filosofia indiana.

Você vai ouvir diferentes histórias, contadas por diferentes crenças e de maneira que mais faz sentido para determinada região.


Estou no sul da índia, em contato direto com o povo da região de Kerala, onde se fala a língua malayalam, (Malaiala, ou malabar). O centro onde estou ensina as artes Marciais, Kalarippayattu, Tantra e Ayurveda. 

As vezes, quero entender melhor, ler mais livros, e meus professores daqui, sempre falam, o melhor conhecimento é aquele que se passa de forma oral de aluno para professor, não há outra forma de aprender. O Kalari, venho praticando desde que cheguei, são quatro estágios para se dominar, o primeiro são as posturas, que é a técnica da qual vim aprender. 


Segundo os professores daqui, o Kalari, é arte praticada pelos yogis antigos, os verdadeiros guerreiros, ensinada pelo pelo Deus Vishnu, numa das reincarnações de Shiva, o que faz Shiva, ser o Grande Mestre de todas as artes daqui. 

Mas no Kalari, foi na reeincarnação de Vishnu, que se iniciou as práticas da arte. 


As técnicas apesar de serem um pouco diferente do Yoga, tem muitas similaridades, vem da observação e a imitação do movimento de certos animais, reptils e pássaros.

É uma prática dinâmica, forte e praticada numa arena de areia vermelha.


A Saudação ao sol, tem suas modificações, mas é bem parecida com o Surya Namaskar do Yoga. 


O jeito de ensinar de alguns professores aqui, é bem diferente com o que estamos acostumados. 

Hoje no café da manhã, sentei com um dos meus professores, que tem um jeito bem dinâmico e autentico de ensinar. Mas as vezes, ele grita o nome das posturas, principalmente quando é para corrigir alguns erros . 

No café da manhã, estava lendo um livro, e perguntei a ele se eram aqueles nomes da postura que ele gritava em sala de aula.


Ele riu e perguntou. - Eu grito?

Pedi desculpas, e disse que sim. 


Ele rindo, me pergunta. - Te faz sentir mal?

Disse que não exatamente, mas me dava raiva e dava vontade de socar a cara dele.


Ele deu uma gargalhada, e disse.

  • Você leva as coisas muito a sério.


Wal Nunes










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